Augusto Pontes

Augusto Pontes

Augusto Pontes nasceu em 30 de dezembro de 1935, em Fortaleza. Foi publicitário, compositor, secretário estadual da Cultura do Estado na gestão Ciro Gomes e um conhecido boêmio e intelectual da capital cearense.

Era considerado o guru do chamado Pessoal do Ceará, como ficaram conhecidos os músicos Rodger Rogério, Ednardo, Teti, Fagner, Amelinha e Belchior no começo da década de 1970.

Do primeiro casamento, com Cristina Fernandes, teve as filhas Natércia e Isadora. Da união com Conceição Tavares, com quem se casou depois, vieram Clarissa e Cecília.

Conhecido pelas tiradas cheias de humor, animava as mesas dos bares que frequentava com frases e anedotas que contava. Morreu em 15 de maio de 2009, vítima de dengue hemorrágica, aos 74 anos.

As recordações trazem um Augusto alegre, cheio de tiradas e trocadilhos. Era chamado de “professor”, considerado gênio pelos pares da mesa de bar. Quando a lei permitia, Carlos (seu taxista predileto) conta que costumava acompanhar Augusto nuns goles em pleno expediente. Assim foi sendo criada a intimidade entre ele e o homem dos discursos e indicações políticas, colaborador de clássicos da música cearense, como “Mucuripe”, e outras tantas sobre as quais ele não requeria os créditos.

Às vezes o Flórida Bar, às vezes o Bar do Papai, noutras o Country Club, o Bar do Ciço, o Alicate. Eram muitos, e em todos Augusto tinha lugar cativo. “Lá vem o dorminhoooco”, anunciavam os garçons, acostumados a vê-lo beber uma cervejinha, comer e dormir por alguns minutos, embora sempre de ouvidos atentos.

Vida Vento vela...


1. Lupscínica (Augusto Pontes e Petrúcio Maia, por Bigha)

2. Carneiro (Ednardo com participação de Augusto Pontes)

3. A Mala (Augusto Pontes e Rodger Rogério, por Teti)