Domingos Olimpio

Domingos Olímpio

Na transição do regionalismo romântico para o realista, Domingos Olímpio deu contribuição original à literatura brasileira baseada no drama da seca nordestina, com seu romance Luzia-Homem, de 1903.

Domingos Olímpio Braga Cavalcanti nasceu em Sobral, Ceará, em 18 de setembro de 1850. Formado em direito em Recife PE, trabalhou como promotor e viveu algum tempo em Belém, onde se dedicou ao jornalismo e à política, como republicano e abolicionista convicto. Em 1890 mudou-se para o Rio de Janeiro.

Luzia-Homem é um romance despojado para os padrões da época, cuja descrição dos flagelados da seca permite antever as figuras de Portinari: "esquálidas criaturas de aspecto horripilante, esqueletos automáticos dentro de fantásticos trajes, rendilhados de trapos sórdidos, de uma sujidade nauseante..." Luzia encontra em seu caminho dois homens que encarnam o bem e o mal. No fim, morre esfaqueada, mas tendo na mão um olho do inimigo com quem se atracara.

ESTILO LITERÁRIO
Na revista Anais, que divulgou de 1904 a 1906, Domingos Olímpio divulgou o romance O almirante e capítulos de O uirapuru, que deixou inacabado. Também escreveu contos e peças teatrais. Domingos Olímpio morreu no Rio de Janeiro em 6 de outubro de 1906.

OBRAS
Luzia-Homem, de 1903.

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